Nostalgia

Incrível como as coisas são… há pouquíssimo tempo atrás, eu estava brincando com minha coleção de animais, com minha fazendinha, meus brinquedos de casinha, minha caixa de pequenos acessórios que cultivo - sim, cultivo - desde muito pequena, com coisinhas que vão perdendo seus respectivos conjuntos, coisas que o pessoal acha inútil e minha cabeça inventa um bocado de badernas com elas…

Sabem, eu achava que jamais ia deixar essas pequenas coisas de lado. Mas ultimamente, sei lá, estou notando o quanto crescer é impresível - e inevitável. Vamos perdendo aos poucos: a liberdade de expressão (num mundo que grita esse ideal desde Napoleão, ou talvez ‘inda antes), o livre arbítrio, o tempo disponível para lazer, o direito de fazer o que bem entendemos pelo julgamento alheio… Vamos perdendo coisas que cresceram conosco. E nos lvirar delas é um martírio. Os seres vivos nascem com um súbito desejo de liberdade - e nós, humanos, não fugimos á regra. Mas penso que somos tão imbecis, que criamos uma complicada teia de relações para fugirmos de nós mesmos, de nossos desejos primordiais, como se um retorno ao passado fosse regredir e rebaixar-se.

Não. Nunca pensei que o passado fosse sinônimo de rebaixamento, de regresso ao inútil. Acho inclusive que precisamos dele para termos uma referência, um porto-seguro. é um amigo indispensável, que guarda tudo que nos acompanhou desde o princípio de nossa existência. ele não nos deixa esquecer de quem somos. Por isso quis começar a postar com aquela foto. Ela é uma síntese de tudo o que sou, que fui, e talvez um dia queira ser.

Welcome to me, everybody. Enjoy this; enjoy me ;]

Notes